Ter eritrócitos altos quer dizer que seu sangue tem mais glóbulos vermelhos do que deveria. Isso pode apontar para desidratação, problemas respiratórios, tabagismo ou até uma condição rara chamada policitemia vera.

Os valores dos eritrócitos são medidos no hemograma. O diagnóstico depende desses números e das causas por trás do aumento.
Você vai encontrar informações sobre sintomas, tratamentos possíveis e quando vale a pena procurar um especialista.
Eritrócitos Alto: Significado, Valores e Diagnóstico
Aqui você descobre o que são eritrócitos e como saber se estão altos no seu exame de sangue. Isso pode ajudar bastante a entender seus resultados e conversar com o médico.
O que são eritrócitos e a importância no organismo
Eritrócitos, ou glóbulos vermelhos, carregam oxigênio pelo corpo graças à hemoglobina. Se faltam eritrócitos ou eles não funcionam direito, os tecidos ficam sem oxigênio e você sente cansaço, tontura ou falta de ar.
Eles são produzidos na medula óssea e dependem de ferro, vitamina B12, folato e eritropoietina. Mudanças na produção ou perda de líquido, como na desidratação, afetam a contagem.
Valores fora do normal podem ser algo simples, tipo fumar ou desidratar, mas também podem sinalizar doenças como policitemia vera ou problemas pulmonares.
Valores normais e critérios para eritrócitos altos
Os laboratórios têm faixas de referência que variam um pouco, mas normalmente: homens ficam entre 4,5–5,5 milhões/µL e mulheres entre 3,9–4,8 milhões/µL. Se passar disso, chamam de eritrocitose ou “eritrócitos altos”.
Além da contagem, o hematócrito e a hemoglobina ajudam a confirmar. Hematócrito alto indica mais glóbulos vermelhos no sangue.
O médico avalia se o aumento é relativo (como na desidratação) ou absoluto (produção aumentada de hemácias), e se pode ser doença crônica ou tumoral.
Como o hemograma completo identifica eritrócitos elevados
O hemograma mostra a quantidade de eritrócitos, hematócrito e hemoglobina. A contagem revela quantas hemácias por µL você tem.
O hematócrito mostra a porcentagem do sangue ocupada por essas células. A hemoglobina indica a capacidade de transporte de oxigênio.
O laboratório também calcula VCM, HCM e CHCM, que ajudam a entender o tamanho e o conteúdo das hemácias. Se der alto, o médico pode pedir para repetir o exame, fazer gasometria, testes pulmonares, dosar eritropoietina ou investigar mutações como JAK2.
Causas, Sintomas e Riscos de Eritrócitos Altos
Eritrócitos altos significam mais glóbulos vermelhos circulando. Isso pode vir de uma doença da medula ou de fatores externos.
Pode afetar a oxigenação, a viscosidade do sangue e aumentar o risco de trombose.
Principais causas: primárias e secundárias
Entre as causas primárias está a policitemia vera, uma doença da medula óssea que faz o corpo produzir mais eritrócitos por causa de mutações. Existem neoplasias hematológicas, como leucemia mieloide crônica, que também podem mexer com as células sanguíneas.
Já as causas secundárias vêm de estímulos externos. Exemplos: doença pulmonar crônica (DPOC), outras doenças pulmonares, cardiopatias congênitas, doenças cardiovasculares e alguns tumores que liberam eritropoietina.
O tabagismo e a exposição ao monóxido de carbono fazem o corpo aumentar a produção de eritrócitos. Desidratação pode concentrar o sangue e elevar o valor temporariamente.
Doenças renais que aumentam a eritropoietina também entram nessa lista.
Sintomas e sinais clínicos associados
Às vezes, você nem percebe sintomas leves. Quando aparecem, são comuns fadiga, dor de cabeça, tontura e visão turva.
Nem sempre a pessoa fica pálida; pode até ter rubor facial ou sentir calor. Se sentir dor no peito, falta de ar ou desmaio, procure atendimento.
Sangramentos atípicos podem ocorrer em alguns casos. Mudanças persistentes no hemograma merecem avaliação de um hematologista para diferenciar as causas.
Possíveis riscos e complicações
Eritrócitos altos deixam o sangue mais viscoso e aumentam o risco de trombose venosa e arterial. Isso pode levar a infarto, AVC ou trombose venosa profunda.
Problemas de visão e dores de cabeça frequentes podem ser sinal de circulação comprometida.
Na policitemia vera, existe risco de evoluir para mielofibrose ou leucemia aguda. O uso prolongado de tabaco e doenças pulmonares crônicas pioram o risco cardiovascular.
Desidratação e aumentos temporários costumam ser reversíveis, mas sinais de coagulação ou dor torácica não devem ser ignorados.
Tratamento e acompanhamento clínico
O tratamento depende da causa. No caso da policitemia vera, as opções vão desde flebotomia (remoção de sangue) até hidroxiureia e controle de fatores de risco.
Seu médico pode sugerir aspirina em baixa dose para reduzir o risco de trombose, mas isso só em situações bem específicas. Para eritrocitose secundária, o foco é tratar a origem: parar de fumar, controlar DPOC ou corrigir problemas renais.
Vale a pena lembrar de se hidratar para evitar resultados alterados por desidratação. Às vezes, é necessário checar vitamina B12 ou investigar hemorragias e possíveis anemias associadas.
O acompanhamento deve ser feito por um clínico ou hematologista, com exames periódicos de hemograma. Dependendo do caso, podem ser pedidos testes de eritropoietina, marcadores genéticos (como JAK2) e avaliação da função pulmonar.