Se os fios de sustentação deram errado, calma: nem tudo está perdido. Muitos problemas ainda têm solução, mas você vai precisar de avaliação rápida por um especialista.
Procure um cirurgião plástico ou dermatologista experiente assim que notar dor intensa, sinais de infecção, assimetrias marcantes ou nódulos persistentes.

Por que isso acontece? Quais complicações são mais comuns? E o que fazer depois para recuperar o contorno facial e a saúde da pele?
Aqui estão as causas, os principais problemas e opções de correção. Dá pra tomar decisões melhores e reduzir riscos, mas é bom saber onde pisa.
Causas e Complicações dos Fios de Sustentação que Deram Errado
Problemas com fios de sustentação geralmente vêm de escolhas ruins de material, técnica de colocação ou falta de experiência. Essas falhas podem causar hematomas, edema, infecções, fibrose e até resultados estéticos bem irregulares.
Fatores de Risco e Erros na Escolha do Fio
Escolher entre fios absorvíveis (tipo PDO/polidioxanona) e fios permanentes muda o jogo. Fios permanentes costumam provocar mais fibrose e reações crônicas.
Fios de PLLA e outros materiais têm indicações bem específicas. Usar fio permanente em pele fina pode deixar o fio visível ou até causar extrusão.
O tipo de fio faz diferença: fios lisos têm menos fixação; fios espiculados seguram melhor, mas aumentam o trauma. Fio de baixa qualidade ou mal indicado para seu biotipo aumenta o risco de nódulos, assimetrias e reação inflamatória.
Histórico de procedimentos prévios também precisa ser avaliado antes da escolha.
Técnicas de Aplicação Incorretas
Tensão demais, inserção muito superficial ou muito profunda e trajetórias erradas são causas clássicas de falha. Tensão alta pode deformar contornos e até causar ptose reversa.
Fio muito superficial deixa a pele ondulada e o fio aparente. Se for profundo demais, pode atingir áreas perigosas.
Falta de assepsia durante o procedimento aumenta risco de infecção. Uma anestesia local bem feita e manipulação delicada ajudam a evitar hematomas e edema.
Conhecer a anatomia facial e seguir planos de dissecação conhecidos minimiza risco de lesão vascular ou nervosa.
Reações Adversas e Complicações
Hematomas e edema são comuns, mas se duram mais de 7–14 dias, é sinal de problema técnico ou vascular.
Infecções aparecem como calor, dor intensa, vermelhidão e, às vezes, exsudato. Às vezes, é preciso remover os fios e usar antibiótico.
Fibrose e nódulos surgem de reação crônica ao material ou trauma exagerado. Isso endurece a pele e muda o contorno, deixando o resultado bem artificial.
Em casos graves, só a retirada cirúrgica ou intervenções corretivas (tipo remoção do fio, lipoaspiração ou facelift) resolvem.
Influência da Inexperiência do Profissional
Profissional sem treino específico ignora variações anatômicas e aplica técnicas erradas. Erros vão desde escolher o fio errado, passar rotas mal planejadas até manejar mal complicações imediatas.
Você reduz riscos escolhendo alguém certificado em cirurgia plástica ou dermatologia estética. Procure quem mostre portfólio de casos parecidos.
Um profissional experiente faz avaliação prévia, discute materiais (PDO, PLLA, permanente) e já define o plano pós-procedimento. Isso ajuda a minimizar hematomas, infecções e a preservar resultados mais naturais.
Principais Problemas, Áreas Afetadas e Cuidados Pós-Procedimento
Aqui estão os problemas mais comuns, as áreas do rosto que mais sofrem e os cuidados essenciais para reduzir riscos. Foque nos sinais visíveis, nos locais de maior risco e em ações práticas pra não piorar a situação.
Assimetria, Irregularidades e Resultados Insatisfatórios
Assimetria aparece quando fios puxam mais de um lado que do outro. O resultado? Contornos tortos no canto das bochechas, bigode chinês ou linha mandibular.
Você pode ver ondulações na pele, relevos ou fios aparentes, especialmente se a pele for fina.
Nódulos e fibrose se formam ao redor do fio, deixando a área dura. Isso pode incomodar e mudar até a expressão facial, principalmente sobrancelhas e área dos olhos (fox eyes).
Se o fio for permanente, pode ser necessário cirurgia pra corrigir. Fios absorvíveis às vezes melhoram com o tempo, mas fibrose persistente pode precisar de remoção.
Viu assimetria marcada, dor forte ou inflamação? Procure um especialista. Tire fotos e evite usar cremes ou fazer massagens por conta própria.
Regiões Mais Suscetíveis a Complicações
Bochechas e linha da mandíbula são campeãs de complicação porque aguentam tração direta. Ali o risco de ondulações e assimetrias é maior.
Papada e pescoço reagem mal quando a tensão não é bem feita. Pode rolar ptose ou piora do contorno, e aí muita gente acaba buscando neck lift ou facelift corretivo.
Ao redor dos olhos e sobrancelhas, fios mal posicionados podem causar queda palpebral ou mexer na posição da sobrancelha. Em alguns casos, só blefaroplastia ou revisão cirúrgica resolve.
Áreas que já têm preenchimentos dérmicos pedem cuidado redobrado. Produtos já aplicados podem interagir com os fios e aumentar risco de inflamação ou deslocamento.
Conte ao cirurgião sobre cirurgias anteriores como SMAS, facelifts ou preenchimentos. Isso diminui as surpresas.
Cuidados Pós-Procedimento e Prevenção
Nos primeiros 10 a 14 dias, tente evitar movimentos faciais bruscos. Não faça massagens na região para não deslocar os fios.
Na hora da higiene, seja delicado: lave o rosto com produto neutro, sem esfregar. Esqueça o sol direto por enquanto, e nada de tratamentos de radiofrequência até o médico liberar.
Para controlar inflamação, use compressas frias. Siga as prescrições médicas se for necessário tomar anti-inflamatórios ou antibióticos.
Não aplique cremes caseiros sobre áreas com nodulações—isso pode piorar a situação.
Agende um retorno com o especialista para acompanhar cicatrização e produção de colágeno. Se aparecer vermelhidão forte, pus ou dor que só aumenta, procure atendimento imediatamente.
Quer evitar problemas? Escolha um profissional experiente em rejuvenescimento facial, que entenda bem de anatomia e saiba quando indicar outros tratamentos, como preenchimentos ou até cirurgias como facelift ou neck lift.